terça-feira

Ainda falta...


Cheguei a pensar que tinhas percebido o que nos faltou no tempo do "antigamente". Mas se calhar não.





Acho que ainda só percebeste o que estava em demasia. Posse, ciúme e mágoa.

O que faltava, continua a faltar. Preocupação, dedicação e tempo.





Às vezes penso que te falta amor. Falta que penses em mim, não como tua só porque sim, como tua porque te amo.



Parece que o teu lado de adulto se apagou nestes 5meses em que estivemos longe. Voltaste a ser o menino irresponsável que conheci há 5anos e pouco. Que precisou de um alguém que lhe desse responsabilidade, que estimulasse cada pontinha da tua sabedoria de forma a despontar, de forma a mostrar-te que consegues ser melhor do que achas e do que és agora. Parece que tens de novo 16anos. Mas tens 22 e a vida exige avanço e eu não sou mais a lutadora que era. Que via em ti um génio perdido, à espera de coordenadas. Já não tas sei dar, porque me sinto cansada.



Tudo o que fiz contigo há quase 6anos, não vou ter forças para fazer agora. Não tenho capacidade de perceber isto, nem de descobrir forma de resolver. Lamento.



Ou lutas por nós, ou rendo-me à solidão.

Mais uma vez...


E foste.

Partiste mais uma vez como se eu não importasse, como se eu não existisse. Ainda te achaste no direito de me condenar por ter estado com aqueles que me têm apoiado neste tempo todo em que nos separamos.

Não compreendo. Respeito-te a cada passo que dou. Desconfias a cada segundo que passas sem mim, apesar de teres sido tu a partir.

Sem pedir opinião, foste. Tinhas esse direito. Quem sou eu para impedir? Ninguém. Apesar de saber que iria correr mal, apoiei a tua ida. Mais uma vez conseguiste abalar-me com cada palavra que me disseste hoje.


Tu é que partiste. E tu é que não confias!

Pensa.
Não tenho forças para me erguer e correr atrás. Caí no chão cheia de solidão, cheia de medo e cheia de lágrimas. Voltaram contigo, ainda parvas.

Pensa ainda mais.

Never Far Away


Se um dia pensares em ir embora, irei contigo.

Não vou voltar a deixar-te partir sem correr atrás, como outrora fiz. Não vou voltar a deixar-te fechar a porta de casa e ficar a chorar p'ra te perder. Não vou voltar a ver-te sair de malas feitas e ficar inerte, com lágrimas a correr pelo rosto. Não irei gritar "Fica!", irei simplesmente contigo.



Eu não partirei. Tenho medo que tu o faças.

Se o fizeres, terei o essencial na bagagem para ir contigo: amor!

quarta-feira

18 de Maio de 2004


Tudo parecia estranho. Um primeiro "olá" pela internet e de repente mil olhares diários cruzavamos nos corredores daquela escola. Eu lançava-te um piscar de olhos e esboçava um sorriso de cada vez que te via. Parecias pouco interessado nestes pequenos sinais que o meu coração suplicava em libertar.



Até ao dia em que a simples combinação de te acompanhar a uma clínica foi aquele pequeno click que faltava. Dia 18 de Maio de 2004, vieste buscar-me à escola às 4 e meia como combinado. Saí da aula e lá estavas tu a subir as escadas. O meu coração bateu mais forte do que o normal, parecia adivinhar.



Demos a mão pela primeira vez naquela clínica de fisioterapia. Quando acabou a sessão, saímos, envergonhados, com medo do que sabiamos ser inevitável - O Beijo. Um ingénuo beijo entre adolescentes que não previam quão duradoura podia ser aquela sensação de paixão.



Os outros não demonstravam esperança numa relação duradoura entre nós. Talvez tenha sido isso que nos deu força pra ir contra todas as expectactivas. Talvez sejamos mesmo diferentes - únicos!



Hoje, cerca de 5 anos depois continuo a amar-te. A chama reacendeu e tudo o que construímos, e que outrora quase caiu por terra, será recuperado.



Amo-te com todas as minhas forças...